quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Renda Extra


                Mensalmente, divulgaremos uma dica de atividade que pode ser exercida paralelamente ao emprego. O objetivo é mostrar que, com criatividade e vontade, é possível encontrar várias opções de atividades que podem gerar uma receita extra.
                A primeira profissão sugerida é a de “Personal Organizer” que pode ser traduzida como um “Organizador Pessoal”. Em resumo, é uma pessoa que ensina outras pessoas a se organizarem melhor e ganharem tempo, praticidade e bem-estar. Esse profissional atua em residências e escritórios e mostra que há técnicas para organizar um ambiente de modo que seja fácil mantê-lo sempre limpo e em ordem.
                Engana-se quem pensa que somente pessoas ricas podem contratar esse serviço: muitas pessoas da classe média já descobriram o valor do serviço, que é compensado por economia e bem estar ao longo do tempo. A economia vem da durabilidade maior das roupas, sapatos e objetos, que passam a receber melhores cuidados ou até mesmo do desperdício evitado ao manter a despensa e a geladeira em ordem. Além disso, a maioria dos personal organizers oferece treinamentos para empregados domésticos e para os moradores da casa.
                Os ganhos com essa profissão podem compensar rapidamente o investimento com o curso de formação, que hoje é de R$ 1.300,00 aproximadamente. Para se ter ideia, o serviço de organização de um armário tem valor aproximado de R$ 250,00 e, em geral, é realizado em um dia de trabalho. Para quem achou caro, vale lembrar que o serviço é bem diferente de o de uma diarista, pois o armário será organizado do modo mais prático para o morador mantê-lo sempre impecável, por meio de técnicas e estratégias testadas e aprovadas.
                Quem sempre teve afinidade com organização tem um motivo a mais para investir na carreira. E por mais que no Brasil esse mercado de atuação seja relativamente recente, nos Estados Unidos, esse serviço é bastante reconhecido e solicitado, tanto que em março de 2012 haverá uma conferência depersonal organizers de quatro dias na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Para buscar mais informações sobre essa profissão, visite os sites www.benfattoorganiza.com.br ewww.organizesuavida.com.br ou faça uma pesquisa mais detalhada na própria internet.          

domingo, 17 de novembro de 2013

IR


O que parece conto de fadas ou milagre pode ser a situação real de muitos brasileiros. É o que mostra a matéria “Isento de declarar IR em 2011 pode ter imposto a receber”, no site terra economia.
De acordo com a reportagem, o piso mínimo para contribuição subiu de R$17.215,08, em 2010, para R$22.487,25, em 2011. Isso quer dizer que quem recebe até esse valor, está livre de contribuir com o imposto de renda.
Acontece que a maioria dos profissionais têm imposto recolhido na fonte e salários entre R$1.499,15 e R$ 2.246,75 estão sujeitos a uma dedução de 7,5%. Então, por exemplo, quem recebeu R$1.871,00 mensais no ano passado, acabou tendo R$ 335,80 recolhidos, mesmo tendo recebido R$22.464,00, ou seja, menos do que o teto anual para contribuição. Se seu caso é semelhante ao exemplo, é necessário fazer a declaração de ajuste e, então, receber o valor indevidamente recolhido de volta.
Outra situação em que é possível ter restituição a receber é no caso de se ter trabalhado, com um salário até mesmo mais elevado, apenas alguns meses no ano. Se o total recebido for menor que o piso anual, você deve ser restituído pelo que foi descontado.
Daí a importância, para quem tem recolhimento na fonte, de fazer a declaração. De acordo com o consultor Edino Garcia, da Declare Certo, esse é o único meio de saber se há algum valor a ser restituído.
Se você acha que esse é o seu caso, vá até a página da receita e faça o cálculo no software do IR. Você pode ter uma agradável surpresa.
Leia aqui a reportagem na íntegra. 

CUT e movimentos sociais lançam plebiscito por reforma política


Previsto para ocorrer entre 1º e 7 de setembro de 2014, consulta pretende ampliar pressão por participação popular no Congresso
por Luiz Carvalho, para a CUT Nacioanl publicado 16/11/2013 14:16, última modificação 16/11/2013 15:42
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AUGUSTO COELHO/CUT
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Movimentos sociais ocuparam auditório da Universidade Católica de Brasília para acompanhar lançamento de plebiscito
São Paulo – Na sexta-feria (15), dia da Proclamação da República, a CUT e outras cerca de 100 entidades de movimentos sociais, lançaram no auditório da Universidade Católica de Brasília um plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político.
Para as organizações, ao contrário do que ocorreu em 15 de novembro de 1889, é preciso construir uma estrutura política com base na ampliação da participação da sociedade. E isso não acontecerá se o processo ficar nas mãos do Congresso Nacional.

“O plebiscito popular luta por um sistema que efetivamente nos represente. Esse Congresso, branco, masculino e ligado aos empresários, não é o reflexo da população brasileira”, disse o secretário da Juventude da CUT, Alfredo Santos Júnior, que falou em nome da central.
Até setembro do ano que vem, as entidades promoverão cursos de formação para ativistas que atuarão em âmbito local e incentivarão tanto a formação de comitês para discutir o tema, quanto a divulgação da campanha. O plebiscito em si ocorrerá entre os dias 1º e 7 de setembro de 2014 e trará uma única pergunta à população: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político”.
Para auxiliar no diálogo com a sociedade, a militância também contará com uma cartilha elaborada pela Plenária dos Movimentos Sociais e elaborada pela CUT. Clique aqui para baixar.
Santos Junior Alfredo lembrou que no último CONCUT (Congresso Nacional da CUT), em 2012, os trabalhadores presentes já haviam estabelecido como um dos pontos de pauta a pressão para convocação de uma Constituinte exclusiva. Para a Central, as transformações estruturais capazes de alterar a correlação de forças na sociedade não acompanharam os avanços sociais da última década.

Exclusiva e soberana

Em junho deste ano, como resposta às manifestações que tomaram o país, a presidenta Dilma Rousseff propôs a convocação de uma constituinte exclusivamente para debater a reforma política. A ideia, porém, não avançou, sobretudo no Congresso Nacional. Diante disso, os movimentos sociais se articularam e resolveram, no mês seguinte, retomar a proposta.
Do ponto de vista prático, ocorreriam eleições diretas para que a população pudesse eleger representantes e formar uma assembleia para discutir a mudança do sistema político. Nesse processo, as campanhas dos candidatos já ocorreriam com financiamento público e voto em lista, que também já consideraria e paridade entre gêneros – mesmo número de homens e mulheres em cada chapa.
A constituinte também seria soberana e tomaria decisões que não dependeriam do aval do Congresso para avançar. “Não adianta nada você tirar uma série de propostas e mandar para a Câmara e o Senado, que barraram as outras. Se for assim, teremos arremedos como essa minirreforma recente, que preserva o financiamento privado e permite que os candidatos continuem sendo eleitos com o patrocínio de grandes empresas e, claro, tenham o rabo preso com elas”, afirmou o diretor Executivo da CUT, Júlio Turra.
Para os movimentos sociais, a reforma dos sistema político deve atuar em duas frentes: o aperfeiçoamento da democracia representativa, com a reforma do sistema eleitoral, também no fortalecimento da democracia direta, incentivando mecanismos como a realização de referendos e plebiscitos. Para isso, precisa ser autônoma em relação aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Paridade

O encontro na capital federal começou com a batucada da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), que estiveram presentes em grande número para cobrar igualdade nos espaços de poder, a começar pelo próprio processo de construção do plebiscito, como disse a representante da Marcha Mundial de Mulheres, Adriana Vieira.
“Esse é o momento de construir um Brasil onde caibam todos e todas. Para nós da Marcha Mundial de Mulheres, será um projeto intenso de educação e formação política, que se dá no cotidiano das lutas.”
Para a representante da Associação de Mulheres Brasileiras, Silvia Camurça, falar da reforma do sistema político é discutir como elas exercem o poder. Da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, Guacira Oliveira, ressaltou que não interessa ser incluído no sistema como está e alertou para a necessidade de como as forças conservadores atuam para manipular por meio da velha mídia. “Precisamos também discutir outros pontos como a democratização da comunicação, que fica nas mãos de meia dúzia de famílias, e a transparência do poder Judiciário”, citou.

Juventude e unidade

Vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mitã Chalfun, defendeu a importância de os movimentos sociais dialogarem com a juventude, enquanto o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, acredita que o plebiscito cumprirá o papel de fazer a crítica ao atual modelo de Estado.
“É uma democracia representativa em que não nos sentimos representados e que não consegue envolver povo brasileiro, em especial classe trabalhadora. Mas também será um importante para ajudar a unificar os movimentos sociais do campo e da cidade.”

Para o representante da Consulta Popular, Mario Neto, a critica citada por João Paulo deve considerar a formação de um sociedade sem participação das massas. “Devemos retomar a discussão do projeto político que abandonamos.”

Um projeto que deve ter também um recorte étnico-racial, destacou a representante da Pastoral Afro, Vera Lopes. “Falamos de Proclamação da República? Que república? Falamos de abolição? Que abolição? Não dá mais para discutir problemas sociais sem discutir qual grupo está mais excluído e sofrendo abaixo da linha da pobreza.”

PT e Psol

No encerramento, representantes do PT e do PSOL assumiram o compromisso de apoiar o plebiscito. Misa Boito lembrou que as manifestações de junho deixaram claro a insatisfação do país, especialmente dos jovens com as instituições e aproveitou para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). “Precisamos de mudanças em setores como o STF, que foi conivente com a ditadura, protege torturadores e manda para a cadeia pessoas sem crimes comprovados.”
Parlamentares também do PT, os deputados federais Renato Simões (SP), Erika Kokay (DF) e Padre Ton (RO) defenderam que somente as ruas são capaz de fazer a reforma que o Congresso rejeita e apontaram como o sistema político afeta a democracia.
Kokay lembrou que a 75% dos parlamentares que compõem a comissão responsável por discutir as mudanças do Código da Mineração foram financiados com recursos privados e ainda ressaltou que as mulheres, apesar de maioria na sociedade, são minoria entre parlamentares – 9% na Câmara e 12% no Senado. “Temos representatividade menor do que a de parlamentos onde mulheres usam burka.”
Para o deputado federal do PSOL, Chico Alencar, o Brasil precisa proclamar, de fato, a República para que se torne uma democracia real. “Dos 513 deputados, 400 foram financiados por grandes empresas e somente 1% por pessoa física. Por isso temos as bancadas dos banqueiros e do agronegócio, dos empreiteiros e a evangélica, da bala e da bola. De tudo que significa poder”, concluiu.
Caso ainda restem dúvidas, basta ressaltar um dos dados que constam na cartilha: empresários tem três vezes mais representantes que sindicalistas no Congresso: 273 conta 91.
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