terça-feira, 13 de abril de 2010

Sensus: pesquisa aponta empate técnico entre Dilma e Serra

Sensus: pesquisa aponta empate técnico entre Dilma e Serra
13 de abril de 2010 16h11 atualizado às 16h18


A pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira pela Sensus Consultoria e Pesquisa aponta empate técnico entre os pré-candidatos à Presidência da República do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra. Segundo o levantamento, o tucano tem 32,7% das intenções de voto, enquanto a petista tem 32,4%. Ciro Gomes (PSB) aparece em terceiro lugar, com 10,1% e Marina Silva (PV) alcança 8,1% da preferência dos eleitores. O percentual de votos brancos e nulos foi de 7,7% e 9,1% das pessoas ouvidas não souberam ou não responderam. A pesquisa, encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de São Paulo, foi realizada entre os dias 5 e 9 de abril, em 136 municípios de 24 Estados, e ouviu 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o número 7594/2010, em 05 de abril.

Segundo a pesquisa, quando a lista de candidatos exclui Ciro Gomes (PSB), José Serra (PSDB) tem 36,8% da preferência, Dilma Rousseff (PT), 34%, e Marina Silva (PV), 10,6%. Nesse cenário, os votos brancos e nulos somam 9,1% e 9,5% dos eleitores consultados ficou sem responder.

Na simulação de segundo turno entre o PT e o PSDB, os tucanos ficam na frente, com 41,7% dos votos válidos, enquanto a candidata petista atrai 39,7% dos eleitores consultados. Os votos brancos e nulos chegam a 10,1% e 8,5% das pessoas ouvidas não responderam.

Alencar participará da campanha de Dilma e defende Temer como vice

Alencar participará da campanha de Dilma e defende Temer como vice
13 de abril de 2010 18h59


Laryssa Borges
Direto de Brasília

Presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu nesta terça-feira o compromisso de "lealdade" que firmou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002. Ele disse que pode subir no palanque da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, sendo prestativo "como um soldado" e acrescentou que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), tem "todos os títulos" para ser candidato a vice, na chapa governista.

"Sou muito leal a esse compromisso político nosso (entre ele e Lula). Prefiro estar onde for chamado e irei como um soldado", disse o vice-presidente ao ser questionado sobre sua participação da campanha da ex-ministra petista ao Palácio do Planalto.

"Temer é o presidente do PMDB, é o presidente da Câmara dos Deputados, é um cidadão de comportamento correto, representa o maior Estado e contingente eleitoral. Tem todos os títulos para ser candidato a vice com absoluta dignidade", disse Alencar, observando que a escolha do número dois da chapa também deve levar em conta "injunções partidárias".

Maior partido aliado do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição presidencial, o PMDB chegou a ter dois nomes cotados para compor a chapa de Dilma. Além de Michel Temer, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi cogitado para o posto.

Alencar, que anunciou que não pretende mais disputar qualquer cargo eletivo por conta dos tratamentos a que se submete para controle de um câncer, afirmou esperar que o processo eleitoral seja conduzido "em alto nível", com a apresentação real de propostas. "Não tem que se fazer campanha falando mal de adversário. Tem que fazer campanha dialogando com o eleitor", afirmou.

Doença
"Me considero curado, estou bem, mas como um cidadão que vai ao hospital uma semana sim e duas não pode estar curado? Ninguém curado faz quimioterapia. (Minha presença nas eleições) poderia criar uma dúvida na cabeça do eleitor", disse Alencar, que desde 1997 luta contra tumores malignos no abdome.

"Eu não podia fazer outra coisa (que não abdicar de projetos eleitorais). Os efeitos colaterais não são brincadeira. Ele (o oncologista) não recomendou que se suspendesse (o tratamento) porque há, de fato, um processo. O tumor está se exaurindo, mas ainda não desapareceu. Se tivesse um horizonte de parar (o tratamento) ainda me animaria", afirmou.

Serra minimiza aproximação de Dilma: é satisfatório liderar 13 de abril de 2010 • 21h58 • atualizado às 23h56

 

 Serra minimiza aproximação de Dilma: é satisfatório liderar
13 de abril de 2010 21h58 atualizado às 23h56


O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta terça-feira, em entrevista à Rádio Sociedade, de Salvador (BA), que estar à frente nas pesquisas é "satisfatório". Levantamento Sensus divulgado mais cedo apontou que o tucano tem 32,7% das intenções de voto, enquanto a petista Dilma Rousseff aparece com 32,4%, o que configura empate técnico.

"Não fico comentando pesquisa. Elas são fotografias do momento, mas estar a frente é satisfatório, não tem como negar. É um incentivo para continuar trabalhando, mas os votos são decididos no dia das eleições", afirmou. Serra disse ainda que a corrida eleitoral ao Palácio do Planalto "vai engrenar mesmo depois da Copa do Mundo, quando todas as candidaturas estiverem oficializadas". Mas já pensa em segundo turno: "não tenho preferência de adversário".


Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que o que mais limita o "espírito democrático é a visão unidimensional". Ele acredita que é difícil dizer que o Brasil está com espírito efetivo de democracia - que inclui liberdade e o pressuposto de que todos são iguais perante a lei. "Mas temos antídotos para evitar que a democracia se torne em seu contrário. Falta no Brasil reforçar o verdadeiro espírito de liberdade".

Segundo FHC, ao contrário do que muitos podem pensar, democracia sem o espírito de liberdade pode ter resultados econômicos positivos. "Não precisamos ir longe. Na China, a economia pode crescer sem espaço para competição e liberdade, mas é o caso de perguntar: 'é isso que queremos'? Queremos morar num país que cresça muito, mas só numa dimensão, ou queremos viver num país descente - que respeita a lei, que dá segurança, que tem política efetiva, que garanta aos cidadãos o mínimo de acesso à escola e à saúde? Tudo isso faz parte do requisito de ser democrático e, ao ser assim, não se é unidimensional, mas pluridimensional".

FHC lembrou, durante a palestra, do livro O Príncipe, de Maquiavel, do qual o autor parte da idéia de que é preciso haver "organização". Segundo o ex-presidente, no fundo, Maquiavel disse: "ou nós organizamos a sociedade ou vem a anarquia. O homem não é bom. O homem se motiva pela inveja, pela vontade de enriquecer e se não há uma regra, a anarquia prevalece".

Fernando Henrique comparou o tema discutido por Maquiavel dizendo que há várias formas de organização - principados e repúblicas. Para ele, sempre existem os grandes e os pequenos, tem quem manda e quem obedece e há sempre uma tensão. No "principado novo", a luta dos mais poderosos é mais visível, a força aparece logo e o príncipe pode ser mais odiado do que no principado antigo. Já na República, há uma cultura civil que permite obediência à regra.

Discorrendo mais sobre o assunto, FHC disse que democracia não é uma coisa que existe naturalmente. "Naturalmente existe a anarquia. A democracia tem de ser uma construção humana. No decorrer da história, fomos formando certas ideias como, por exemplo, a de que é melhor organizar a sociedade e ter canais que permitam o encaminhamento desses conflitos".

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), acompanhou o tucano Fernando Henrique até o evento, na PUC-RS. Quando ela entrou no salão, onde aconteceu o painel "Políticas e Ideias", foi vaiada e, depois, quando foi citada pelo presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Leonardo Fração, houve uma mistura de aplausos e vaias.

Liberdades políticas
O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, também abordou o assunto "liberdade". Ele afirmou que não há nada mais importante do que as liberdades políticas, que têm de ser respeitadas e mantidas. Gerdau afirmou que os participantes do Fórum foram "cerceados" de ouvirem o professor Xingyuan Feng, da Academia Chinesa de Ciência Social, que não teve sua viagem permitida pela China até o Brasil para participar do evento. "Acho que a palavra liberdade assustou um pouco eles".

Segundo Gerdau, sem capitalismo, a democracia não se sustenta. "Ela acontece pelo milagre da liberdade individual e da liberdade econômica". Citando um livro que leu recentemente, Gerdau disse que aprendeu que o empresário tem de cuidar da família, da empresa e da política. "Cuidar da política é chato, mas se eu não cuidar da política, os políticos estragam tudo de bom que eu fiz na empresa", disse.

Líder na região
O ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga (2001 e 2002) disse esperar que o Brasil, como "líder indiscutível da região", ajude na integração dos países da América do Sul e da América Latina. "Que o Brasil tenha um papel fundamental e nos ajude a combater o protecionismo comercial europeu e americano". Quiroga também elogiou o programa Bolsa Família do governo federal brasileiro.

O ex-presidente boliviano disse que os países em melhores condições devem ajudar os vizinhos da América Central. "Todos nós exportamos energia ou comida, ou os dois. Lá, com exceção de Trinidad e Tobago, todos importam esses produtos".

Logo no início da palestra, Quiroga brincou dizendo que deseja ver o Brasil na final da Copa do Mundo, passando pelo tempo normal, prorrogação e pênaltis - para que os brasileiros assistam bastante televisão e, assim, gastem muita energia elétrica - e para que o Brasil tenha de comprar gás da Bolívia, que ainda responde por uma pequena parte da matriz energética do Brasil.


Geraldo Naves (ex-DEM) assumiu

O ex-suplente Geraldo Naves (ex-DEM) assumiu nesta terça-feira uma vaga de deputado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ele deixou a cadeia na noite de segunda-feira junto com outras cinco pessoas - entre elas o ex-governador José Roberto Arruda - envolvidas no episódio de compra de testemunhas e obstrução do inquérito sobre corrupção no DF. Eles passaram dois meses presos e foram soltos após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Naves poderá votar na eleição indireta, no próximo sábado, que vai escolher o novo governador do Distrito Federal. Arruda foi cassado pela Justiça Eleitoral em março por infidelidade partidária em razão da desfiliação do DEM em dezembro. Geraldo Naves tomou posse dentro da sala da Presidência da Câmara Legislativa.

Hoje, a Casa definiu quantos candidatos poderão participar da eleição no sábado. Dos 10 inscritos, sobraram sete aptos a concorrer. Três candidatos aparecem na lista de favoritos: o governador em exercício, deputado Wilson Lima (PR), o petista Antônio Ibañez e o peemedebista Rogério Rosso.

A eleição será decidida pelos 24 deputados distritais, dos quais ao menos sete são citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o esquema de pagamento de propina no governo. Como há mais de três chapas inscritas, o candidato vencedor terá de obter maioria absoluta dos votos para ganhar a disputa.



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