terça-feira, 13 de abril de 2010

Alencar participará da campanha de Dilma e defende Temer como vice

Alencar participará da campanha de Dilma e defende Temer como vice
13 de abril de 2010 18h59


Laryssa Borges
Direto de Brasília

Presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu nesta terça-feira o compromisso de "lealdade" que firmou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002. Ele disse que pode subir no palanque da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, sendo prestativo "como um soldado" e acrescentou que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), tem "todos os títulos" para ser candidato a vice, na chapa governista.

"Sou muito leal a esse compromisso político nosso (entre ele e Lula). Prefiro estar onde for chamado e irei como um soldado", disse o vice-presidente ao ser questionado sobre sua participação da campanha da ex-ministra petista ao Palácio do Planalto.

"Temer é o presidente do PMDB, é o presidente da Câmara dos Deputados, é um cidadão de comportamento correto, representa o maior Estado e contingente eleitoral. Tem todos os títulos para ser candidato a vice com absoluta dignidade", disse Alencar, observando que a escolha do número dois da chapa também deve levar em conta "injunções partidárias".

Maior partido aliado do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição presidencial, o PMDB chegou a ter dois nomes cotados para compor a chapa de Dilma. Além de Michel Temer, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi cogitado para o posto.

Alencar, que anunciou que não pretende mais disputar qualquer cargo eletivo por conta dos tratamentos a que se submete para controle de um câncer, afirmou esperar que o processo eleitoral seja conduzido "em alto nível", com a apresentação real de propostas. "Não tem que se fazer campanha falando mal de adversário. Tem que fazer campanha dialogando com o eleitor", afirmou.

Doença
"Me considero curado, estou bem, mas como um cidadão que vai ao hospital uma semana sim e duas não pode estar curado? Ninguém curado faz quimioterapia. (Minha presença nas eleições) poderia criar uma dúvida na cabeça do eleitor", disse Alencar, que desde 1997 luta contra tumores malignos no abdome.

"Eu não podia fazer outra coisa (que não abdicar de projetos eleitorais). Os efeitos colaterais não são brincadeira. Ele (o oncologista) não recomendou que se suspendesse (o tratamento) porque há, de fato, um processo. O tumor está se exaurindo, mas ainda não desapareceu. Se tivesse um horizonte de parar (o tratamento) ainda me animaria", afirmou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...